São Paulo - A direção geral da Polícia Federal, em Brasília, comunicou ontem, por telefone, à Corregedoria Regional da PF de São Paulo o pedido da abertura de duas sindicâncias para apurar supostas irregularidades e benefícios cometidos nas prisões do ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf e de seu filho Flávio neste fim de semana. Anteontem, o diretor-geral da PF, delegado Paulo Lacerda, havia informado que as sindicâncias seriam instauradas.
A ordem de prisão de Maluf e Flávio foi decretada na noite de sexta-feira, após a juíza Sílvia Maria Rocha, da 2 Vara Criminal de São Paulo, aceitar o pedido de prisão preventiva contra os dois. Eles são acusados de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Se condenados, a soma das penas mínimas é de oito anos de prisão.
Como os advogados dos Maluf negociaram para que eles se entregassem espontaneamente, o ex-prefeito chegou à sede da PF no início da madrugada de sábado. Ele veio em um Santana preto, acompanhado por advogados e seguranças e se recusou a falar com os jornalistas presentes.
Já Flávio havia prometido entregar-se às 7 horas de sábado, no heliponto do Morumbi (zona sul), mas foi abordado por policiais federais, por volta das 5 horas, quando estava em sua fazenda, em Dourado, interior paulista.
De acordo com a assessoria da PF de Brasília, uma das sindicâncias irá apurar como o jornalista da ''TV Globo'' César Tralli, não sendo policial, esteve presente durante toda a operação de prisão de Flávio.
O advogado José Roberto Batochio, que defende Flávio e Paulo Maluf, deve entrar ainda hoje com um pedido de habeas corpus para libertar seus clientes.

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