São Paulo - A Polícia Federal (PF) apreendeu ontem R$ 1,5 milhão em espécie em escritórios de doleiros no Rio de Janeiro durante a Operação Castelo de Areia, que desarticulou uma quadrilha especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro. A operação prendeu dez pessoas, entre elas quatro diretores e duas secretárias da construtora Camargo Corrêa e três doleiros. Segundo a PF, o articulador do esquema também foi preso. Os nomes não foram divulgados.
Foram expedidos dez mandados - três de prisões temporárias e as demais preventivas -e 16 mandados de busca e apreensão. ''Não é possível fazer um levantamento do montante (de dinheiro do esquema). É preciso manter em sigilo esse valor para não cometer nenhuma precipitação, porque parte do dinheiro enviado para o exterior pode ser legal'', afirmou José Alberto Iegas, delegado de Combate ao Crime Organizado de São Paulo.
De acordo com a PF, a operação foi deflagrada para desarticular uma suposta quadrilha inserida na construtora. Por meio de nota, a Camargo Corrêa se disse perplexa com a operação e que confia nos funcionários detidos. Os principais crimes investigados pela PF na operação são evasão de divisas, operação de instituição financeira sem a competente autorização, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude a licitações. Somadas, as sentenças por esses crimes podem chegar a 27 anos de prisão.

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