Curitiba Dois homens foram presos em flagrante na madrugada de ontem, em uma gráfica de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), por imprimir panfletos ofensivos ao candidato do PMDB, Roberto Requião. O gráfico Rafael Trevisan Mertens e o impressor de off-set Dirceu Tomaz foram detidos pela Polícia Federal (PF) enquanto rodavam exemplares de um informativo que trazia Requião abraçado ao diabo.
O pedido de prisão foi feito pelo departamento jurídico do PMDB, que teria recebido uma denúncia de que cerca de um milhão de exemplares do informativo seriam impressos na Editora Mertens. A impressão foi suspensa por determinação da Justiça. A confecção de material apócrifo ofensivo à honra durante a campanha é considerada crime eleitoral.
Tomaz e Mertens foram liberados na manhã de ontem, após pagamento de fiança. Eles não foram encontrados pela reportagem. A PF não divulgou o teor dos depoimentos, mas afirmou, através de sua assessoria, que instaurou um inquérito para investigar quem teria mandado rodar o informativo, que no expediente é creditado a uma entidade chamada Acisp.
O fato foi rapidamente explorado por Requião, que citou o incidente no debate com Alvaro Dias (PDT) na Rede Paranaense de Comunicação. ''A essa hora, Alvaro, seus companheiros de partido estão sendo presos pela Polícia Federal'', disse. ''Não sabemos de gráfica nenhuma e não ficaríamos surpresos se descobríssemos que toda a apreensão foi forjada pelo meu adversário'', rebateu o pedetista.

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