PF apreende documentos na casa de Diniz
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2004
Agência Estado 
Brasília - A Polícia Federal (PF) fez, no fim da tarde de ontem, uma operação de busca e apreensão no apartamento do ex-subchefe da Assessoria Parlamentar da Casa Civil Waldomiro Diniz. A PF também fez uma ação semelhante na casa do bicheiro Messias Antônio Ribeiro Neto, ex-sócio do também bicheiro Carlos Ramos, mais conhecido como ''Carlinhos Cachoeira'', que fez gravações com Diniz pedindo propinas. A busca foi a primeira medida tomada pela PF no inquérito que apura o envolvimento do ex-subchefe da Assessoria Parlamentar da Casa Civil com a contravenção, e foi realizada, simultaneamente, em residências e empresas, em diversos Estados, por onde o grupo de ''Carlinhos Cachoeira'' teria expandido os negócios.
Para evitar a destruição de documentos supostamente comprometedores, a operação da PF foi realizada de forma sigilosa. Pela manhã, quando chegou de Salvador, de passagem por Brasília, e antes de se deslocar para o Rio, o delegado Antônio César Nunes pediu à Justiça a expedição de mandados de busca e apreensão. Por volta das 16 horas, os policiais chegaram à Quadra 202 Sul, onde Diniz mora. O mesmo aconteceu em relação a Ribeiro Neto, que reside no setor Sudoeste de Brasília. Na residência de Diniz os agentes apreenderam computadores, recibos diversos, extratos telefônicos e bancários, fitas gravadas, disquetes e agendas. ''Todo o material será analisado para avaliarmos se serão usados ou não no inquérito'', informou um policial. Na casa de Ribeiro Neto, além de computadores, a PF levou pastas suspensas e diversos documentos.
Ele, conforme depoimento dado no Ministério Público Federal (MPF), afirmou que ''Carlinhos Cachoeira'' ganhou um contrato para a exploração de loteria on-line, no Rio, durante a gestão de Diniz na presidência da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).
As operações de busca e apreensão continuariam durante todo o fim da tarde de ontem em vários Estados, principalmente em Goiás, onde ''Carlinhos Cachoeira'' tem diversos imóveis e domina hoje o jogo do bicho, segundo depoimentos tomados por procuradores da República. Para dar transparência ao inquérito, a PF decidiu trabalhar em conjunto com o MPF, que mantém uma investigação há pelo menos dez dias. Ontem, o delegado César Nunes reuniu-se com o diretor-geral da instituição, Paulo Lacerda, e o diretor-executivo, Zulmar Pimentel, para traçar a linha de apuração do caso.


