A Polícia Federal começa a analisar hoje 42 denúncias sobre o paradeiro do juiz foragido Nicolau dos Santos Neto, principal acusado de desviar R$ 169 milhões da obra superfaturada do TRT-SP. A PF vai selecionar as denúncias que podem transformar-se em investigação. Elas serão remetidas às superintendências regionais do órgão, que ficam nos Estados.
As informações sobre Nicolau foram repassadas por meio de telefonemas para o número 0800-614333, divulgado pela PF em cartazes com o título ‘‘procura-se’’, com uma foto do juiz. Os cartazes foram distribuídos em todo o País.
O serviço de informações recebeu 1.200 ligações até ontem. A maioria das chamadas era trote. Os informantes não são obrigados a se identificar. Na PF, três pessoas por turno atendem os telefonemas 24 horas por dia. A Divisão de Ordem Política e Social da PF selecionou as denúncias que continham mais detalhes.
A maioria das 42 ligações escolhidas informou que o juiz Nicolau estaria no Estado de São Paulo. Parte das chamadas avisou que ele viveria na capital. Outras ligações deram conta de que ele se esconderia no Guarujá, litoral de São Paulo. O segundo esconderijo mais apontado pelos 42 informantes anônimos foi o interior de Minas Gerais. O terceiro, o interior da Bahia.

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