PF amplia investigação e pede documentos ao BNDES
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domingo, 11 de maio de 2008
Fausto Macedo<br> Agência Estado 
São Paulo - A Polícia Federal requereu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) todas as informações acerca dos financiamentos concedidos à Prefeitura de Praia Grande nos últimos cinco anos. A meta da PF é identificar outros possíveis envolvidos na trama de desvios de dinheiro público que a Operação Santa Tereza descobriu.
O caso de Praia Grande é o mais enigmático. Segundo a PF, aponta para o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP). Grampos telefônicos pegam integrantes da organização negociando a partilha de comissões sobre valores liberados pelo BNDES para Praia Grande.
No dia 24 de abril, a PF apreendeu planilha na empresa Progus, em São Paulo, que indica suposto pagamento de propina para o pedetista. Ele repudia com veemência a acusação.
No requerimento ao BNDES, o metódico delegado da PF Rodrigo Levin, que conduz a investigação, também pede dados relativos aos valores, finalidades, prazos previstos e as formas de liberação das parcelas com relação a dois financiamentos concedidos às Lojas Marisa.
O banco informou que já enviou as respostas à PF.
Em ofício complementar ao BNDES, Rodrigo Levin quer agora saber sobre o financiamento concedido para a ONG Meu Guri, presidida por Elza Pereira, mulher de Paulinho. A entidade entrou na mira do delegado federal depois que a busca na casa do lobista João Pedro de Moura encontrou recibo de depósito de R$ 37, 5 mil na conta da Meu Guri. Levin requereu informações sobre as condições do financiamento e quais os valores registrados.
Outro documento - repasse de R$ 82 mil - caiu na conta da ONG Luta e Solidariedade, cujo presidente, segundo cadastro de segurança nacional, é Eleno Bezerra, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Bezerra nega que seja dirigente da ONG.


