A Polícia Federal (PF) deve concluir nos próximos meses o inquérito instaurado, em 2007, para apurar supostas fraudes na compra de medicamentos pelo município de Joaquim Távora (Norte Pioneiro). De acordo com o delegado, Homero Campello, responsável pelas investigações, o procedimento está em fase final. ''Agora foram expedidas cartas precatórias para oitiva de algumas testemunhas que ainda restam. Mas no próximo semestre já devemos relatar o inquérito para a Justiça Federal'', afirmou. Segundo o delegado, o inquérito corre em segredo de Justiça. Caso confirmadas as irregularidades, poderá ser ajuizada uma ação junto à Justiça Federal.
As supostas fraudes na compra dos produtos foi investigada pela Câmara de Vereadores do município. Em 27 de junho de 2006, os então vereadores Emílio Calil Neto, João Brocal e Benedito Azarias ingressaram com um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a compra de medicamentos e materiais de consumo para o departamento de saúde, feitas pela administração em exercício.
Durante o procedimento foram ouvidas várias testemunhas, inclusive, o então prefeito do município, William Walter Ovçar, além do ex-diretor do Departamento de Saúde, Carlos Henrique Castanheiras, e o presidente da Comissão de Licitação e ex-diretor de Finanças do município Elias Gonçalves de Lima. A comissão de licitação foi constituída legalmente durante o mandato do ex-prefeito e foi a responsável pela escolha das empresas que forneceriam medicamentos e suprimentos para o Departamento de Saúde.
Em depoimento prestado à CPI, Lima afirmou que os pagamentos eram feitos mediante apresentação de notas fiscais e que a maioria das notas de medicamentos eram enviadas por Castanheiras.
Segundo o relatório final da CPI, entregue em dezembro do mesmo ano, ficou comprovado que houve superfaturamento na aquisição dos produtos e medicamentos. Uma das evidências para que se chegasse a essa conclusão foi a afirmação do então prefeito, Ovçar, de que ele teria entrado com uma ação na Justiça contra as empresas fornecedoras dos medicamentos e produtos.
Na ação o ex-prefeito também responsabiliza Castanheiras pelas supostas irregularidades e pede o ressarcimento de R$ 128.783,36 (valores não atualizados), referente ao suposto prejuízo acarretado pela compra irregular dos medicamentos. Na inicial, ainda consta um pedido de indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão. A ação tramita desde 21/08/2006, perante a 1º vara Cível de Joaquim Távora e ainda não houve sentença.

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