PF abre inquérito para apurar vazamento
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segunda-feira, 07 de abril de 2008
Jair Rattner<br>especial para AE 
Lisboa - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Luiz Fernando Corrêa, afirmou em Lisboa que a Polícia Federal abriu ontem inquérito sobre apurar o vazamento de informações da Casa Civil sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele disse que o inquérito não é sobre quem montou o suposto dossiê, mas apenas sobre o vazamento dos dados. ''O foco da investigação é o vazamento de dados, o que constitui um crime flagrante'', afirmou. ''A manipulação de dados no âmbito das repartições, enquanto não vazar, não é crime.''
Ele explicou por que a PF vai abrir o inquérito. ''Um fato é que o vazamento tem várias etapas'', disse. ''Não vamos trazer para dentro do inquérito o tempero político. Agora, temos um fato que agride o estatuto do Estado, que é o vazamento, e é isso que vamos investigar.''
Para Corrêa, o objetivo não é descobrir quem montou o dossiê. ''O problema é que vocês da imprensa têm um enfoque diferente do nosso'', afirmou. ''Nós pretendemos saber quais as pessoas envolvidas no vazamento. Não vamos entrar na politização do inquérito. Ninguém vai botar palavras na boca da Polícia Federal.''
Questionado se a pessoa que montou o dossiê seria chamada para depor - uma vez que isso seria necessário para estabelecer o caminho percorrido até o vazamento, ele respondeu: ''Isso vai depender da avaliação de quem estiver conduzindo o inquérito''. Segundo Corrêa, o inquérito terá o prazo normal de 30 dias. ''Depois será decidido se vão pedir um alargamento do prazo, se arquiva o inquérito ou se o encaminha aos tribunais'', explicou.


