Petroleiros protestam na Repar contra leilão
Curitiba - De manhã, cerca de 300 trabalhadores participaram do protesto, organizado pelo Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC) em frente a Repar, para tentar impedir que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizasse o leilão. Só depois da paralisação, que afetou os setores de produção e manutenção da unidade, é que os empregados ficaram sabendo da nova decisão do STF.
De acordo com o presidente do Sindipetro, Anselmo Ernesto Ruoso Júnior, um dos principais pontos contestados refere-se à garantia de propriedade ao concessionário vencedor do leilão sobre o que for extraído das áreas de exploração. A liminar obtida pelo Governo do Estado retirava essa garantia. ''A Constituição prevê o monopólio e isso não está sendo cumprido. É flagrantemente inconstitucional essa decisão do ministro Jobim, o que mostra que ela tem caráter político e não jurídico'', afirmou.
A primeira liminar também impedia a participação de empresas estrangeiras no leilão. Um total de 24 empresas, sendo 9 brasileiras participam do 6 Rodada de Licitações aberta pela ANP. O número recorde de empresas inscritas já era esperado, uma vez que a ANP colocou, entre os 913 blocos previstos para leilão, 68 blocos devolvidos pela Petrobras, considerados de ''elevado potencial'' de descoberta de petróleo e gás pela ANP. (M.G.)





