A partir de hoje a Petrobras será, pela primeira vez, exposta à competição dentro do País. ‘‘É um marco histórico para o setor de petróleo’’, resumiu o presidente da Companhia Ipiranga de Petróleo, João Pedro Gouvêa Vieira. ‘‘A Petrobras está madura para a competição e o Brasil e os consumidores só têm a ganhar com isso.’
De fato, a Petrobras vem se preparando para a quebra do seu monopólio desde 1993. Foi nesse ano que ela começou a estruturar os projetos destinados à exploração e produção de petróleo em 149 áreas, cobrindo todo o território brasileiro. O departamento de Exploração e Produção preparou um CD-ROM com mapas das áreas, condições atuais de exploração e as premissas da Petrobras para aceitar parceiros capazes de comprovar capacidade financeira e tecnológica para tocar os investimentos conjuntos.
Gigantes do setor como Texaco, Royal Dutch/Shell, Exxon, British Petroleum, BHP, Amoco, Elf-Equitaine, Pennzoil e até a brasileira Ipiranga chegaram na reta final de negociações e estão entre as cerca de 60 companhias que deverão se tornar parceiras da Petrobras.
De olho nas perspectivas criadas com a abertura do mercado, a Petrobras também está estudando parcerias na área de dutos e terminais e na co-geração de energia. Dezesseis empresas, entre as quais a Siemens, Asia Brown Boveri, Rolls Royce, GEC Alshtom e Foster Wheeler, só para citar algumas, estão negociando a construção de dez usinas termoelétricas em parceria com a Petrobras, que poderá gerar energia para consumo próprio e revenda.

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