O prefeito de Nova Tebas (85 km ao sul de Campo Mourão), Luís Carlos Petrechen (PTB), assinou ontem portaria demitindo o vice-prefeito Severo Leônidas Chocian (PFL) da função de chefe de gabinete. A demissão aconteceu três dias depois de Petrechen ter seu mandato cassado pela Câmara de Vereadores. Ele reassumiu a prefeitura na quinta-feira e acusou Chocian de ser um dos principais conspiradores pela cassação.
‘‘Fui traído por um homem que era da minha inteira confiança’’, reclama Petrechen. O prefeito diz que não desconfiava de nada até na terça-feira à tarde, quando chegou a liberar o chefe de gabinete para uma viagem a Campo Mourão. ‘‘Só no final da tarde fiquei sabendo que ele não tinha saído de Nova Tebas’’, conta Petrechen. À noite, numa sessão extraordinária da Câmara, o prefeito foi cassado por 8 votos a 3.
‘‘Também fui traído na Câmara’’, frisa Petrechen. Dos 11 vereadores da cidade, 5 são fazem parte da grupo que apóia a administração, mas dois deles votaram favoráveis à cassação. Petrechen não sabe quem são os dois porque a votação foi secreta. ‘‘Depois da sessão foram quatro vereadores na minha casa’’, conta o prefeito. ‘‘Um deles tinha acabado de me trair e mesmo assim agiu como se nada tivesse acontecido’’.
A Folha tentou falar ontem com o vice-prefeito Severo Chocian, mas ele não estava na cidade e não retornou as ligações. (S.S)

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