Arquivo FolhaSem culpaPetraglia: desmentindo contatos com a máfia dos precatóriosO sócio do grupo Inepar, empresário Mário Celso Petraglia, negou ontem qualquer contato com o ex-funcionário da Prefeitura de São Paulo Nivaldo de Almeida, acusado pelo chefe da Secretaria de Assuntos Especiais da Procuradoria Geral do Estado do Paraná, Luis Ceschin, de ter oferecido uma assessoria ao governo do Paraná para elevar a emissão de precatórios de R$ 300 milhões para cerca de R$ 1 bilhão. ‘‘Jamais tratei deste assunto, nem com esse ex-funcionário, nem com o tal procurador’’, declarou.
Na defensiva, Petraglia acusou o relator da CPI dos Títulos Públicos, senador Roberto Requião (PMDB), de ‘‘estar interessado em diminuir os apoios políticos emprestados pelo grupo e em atingir a imagem conquistada pela Inepar’’. ‘‘O interesse dele (Requião) não é pessoal e sim meramente político e eleitoral’’, emendou.
O empresário - que também é presidente do Atlético Paranaense - confirmou as contribuições financeiras feitas pelo grupo Inepar às campanhas eleitorais dos governadores do Paraná, Jaime Lerner (PDT); e de Santa Catarina, Paulo Afonso Vieira (PMDB), como sugeriu o relator da CPI. ‘‘Apoiamos sim e ajudamos pessoalmente dentro do que a lei nos faculta’’, disse.
Petraglia também ameaça Requião de processo, adiantando ter entrado em contato com os advogados para ‘‘as medidas judiciais cabíveis’’, apesar da imunidade parlamentar que goza o senador.
Na avaliação do empresário, há falhas na CPI dos Precatórios como ‘‘pouco espaço para o direito de defesa’’, e ‘‘divulgação de informações antes da sua verificação’’. ‘‘A resposta não sai na mesma dimensão que a suposta denúncia’’, acusa. (L.D.)

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