Parlamentares do PT tentaram tumultuar a votação do relatório final da CPI dos Correios, que durou menos de meia hora, mas foram impedidos pelo presidente da CPI, o senador petista Delcídio Amaral (MS). ''Estamos em processo de votação, não cabe questão de ordem. Vou continuar a votação'', afirmava Delcídio, enquanto o deputado Jorge Bittar (PT-RJ) ficava de pé, aos berros, na frente da Mesa Diretora.
''O senhor vai me garantir o direito de falar'', reclamava no microfone a líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC). Como a base aliada se recusava a votar, Delcídio encerrou a sessão. Nesse momento, Bittar, com o dedo em riste, xingou o presidente da CPI.
A surpresa foi o voto favorável do deputado Medeiros (PL-SP), que é da base aliada e filiado a um partido acusado de envolvimento no mensalão. A oposição também conquistou os votos dos deputados Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que foram aplaudidos. ''Votar contra esse relatório é caixão e vela preta'', disse Bentes.
Votaram contra o relatório os senadores Ana Júlia Carepa (PT-PA), Aelton Freitas (PL-MG), Sibá Machado (PT-AC) e o deputado Carlos Abicalil (PT-MT).
Durante o dia de ontem ainda foi tentado um acordo entre o PT e a oposição, sem sucesso. Os petistas queriam negar a existência do mensalão, limitando-o a caixa dois, e dizer que não havia provas de que recursos do Banco do Brasil foram desviados para o ''valerioduto''.

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