Agência Estado
O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, a deputada Luíza Erundina (PSB-SP) deputados, militantes petistas e comunistas foram empurrados por mais de 150 policiais militares, ontem, durante o Desfile de 2 de Julho, data que marcou os 176 anos da independência da Bahia. Os organizadores da festa determinaram que os opositores só poderiam se integrar ao evento depois da saída do cortejo, aberto pelo presidente do Congresso, Antonio Carlos Magalhães, o governador César Borges (PFL) e o prefeito de Salvador, Antonio Imbassahy (PFL).
O grupo de pefelistas manteve-se longe dos petistas. O conflito entre militantes do PT e a polícia começou no Largo da Lapinha, de onde saiu o cortejo. Militantes petistas conseguiram furar o bloqueio num grande empurra-empurra e seguiram em direção à Praça Terreiro de Jesus, destino final do desfile.
Na entrada da praça, enquanto ACM e as autoridades baianas assistiam a um cântico de ação de graças, celebrado na Catedral Basílica, um novo conflito ocorreu porque a segurança queria evitar que os petistas se aproximassem da igreja.
ACM ficou alheio ao tumulto. Bem-humorado, vestindo um terno azul claro e calçando tênis para enfrentar os seis quilômetros de caminhada do cortejo, ACM preferiu fazer uma comparação entre os heróis da independência da Bahia com o momento atual do Estado. ‘‘Queremos fazer, agora, a independência econômica da Bahia, com a fabrica da Ford’’, ironizou o presidente do Senado.

mockup