Petistas rejeitam realização de prévias internas
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segunda-feira, 03 de dezembro de 2001
Agência Folha<bR>De Serra Negra (SP) 
Apesar de não constar inicialmente da pauta, a definição do candidato presidencial do PT acabou dominando parte do encontro estadual do partido. Ontem à tarde foi divulgado o resultado de uma consulta com os delegados sobre o tema, acertada entre Eduardo Suplicy, pré-candidato à Presidência, e a direção estadual da legenda. Em uma das votações, perguntou-se se Suplicy deveria desistir de sua candidatura em favor de Luiz Inácio Lula da Silva ou se deveria continuar, forçando a realização de prévias.
Na primeira alternativa votaram 491 delegados (58%), e na alternativa pró-prévia votaram 353 (42%). Mesmo tendo minoria, o senador se considerou vitorioso. ''Foi uma consulta a delegados, que tendem a ter militância ativa e seguir mais a orientação da direção. Se fosse uma consulta à massa de filiados, eu teria tido maioria. O resultado fortalece minha candidatura e me dá convicção de que uma parcela expressiva do partido quer a prévia'', declarou.
A consulta não tem efeito legal. O senador apostava nela para convencer a direção partidária que não esconde o desconforto com a insistência em sua candidatura de que a tese da prévia tem amplo respaldo no PT. O senador busca na base forças para resistir à intensa pressão a que já está sendo submetido na cúpula para desistir de seu projeto. A princípio, a prévia está marcada para 3 de março. Devem participar ainda Lula e o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (representante da ala ''radical'').
Outra consulta feita no encontro perguntou aos delegados qual dos três nomes deveria ser o candidato do partido à Presidência. A vitória de Lula, neste caso, foi folgada. Ele teve 600 votos (74%), contra 119 (15%) de Suplicy e 90 (11%) de Rodrigues. Novamente, a consulta não teve valor legal, tendo servido apenas como parâmetro para o partido.


