Brasília - Os parlamentares petistas punidos pela Executiva do partido porque votaram a favor do salário mínimo maior do que os R$ 260,00 fixados pelo governo entraram ontem com recurso no Diretório Nacional, instância partidária superior, para anular a decisão tomada pela cúpula partidária na última segunda-feira. O documento é assinado pelos nove deputados punidos e pelos senadores Paulo Paim (RS) e Serys Slhessarenko (MT).
O senador Flávio Arns (PR), também punido, não assinou o documento porque já havia enviado carta de protesto à Executiva e aguarda resposta, segundo informou Paim. ''Fomos condenados à revelia, sem direito de defesa'', argumentou o deputado Ivan Valente (SP). ''Não aceitamos esse tipo de sanção nebulosa e sem prazo'', afirmou.
Os parlamentares consideraram a punição muito severa porque cassa o direito de os deputados representarem o partido no Congresso e fora dele, até que haja uma repactuação na relação entre o grupo e a direção partidária.

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