Petistas rebeldes deixam castigo com críticas ao governo
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quinta-feira, 30 de outubro de 2003
Agência Folha 
Brasília - Os oito deputados federais punidos pelo PT por se absterem ou votarem contra o governo na reforma da Previdência divulgaram ontem uma nota em que anunciam a volta ''com a mesma disposição de antes'', afirmando não terem sido incoerentes com a história do PT e pregando uma atuação da bancada petista solidária com o governo, mas ''com senso crítico''.
Os oito deputados foram suspensos por 60 dias das atividades da bancada petista na Câmara, punição que se encerra hoje. ''Voltamos, sem ressentimentos, com a mesma disposição de antes, convictos de que não rompemos nossa coerência com a trajetória histórica do PT'', diz a nota. O grupo frisa entender que o PT é um ''partido no governo e não do governo''.
A nota diz ainda que é necessário aproximar os discursos de campanha dos recursos orçamentários e encerra defendendo uma postura mais independente da bancada petista na Câmara. Assinam a nota os deputados Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP), João Alfredo (CE), Maninha (DF), Mauro Passos (SC), Orlando Fantazzini (SP), Paulo Rubem (PE) e Walter Pinheiro (BA), o único do grupo que, no 2º turno, trocou a abstenção pelo voto contra a reforma.
Coube a Alencar ir à tribuna do plenário da Câmara anunciar o ''retorno''. Alencar defendeu que a bancada petista - a maior da Casa, com 93 integrantes - não se transforme em mera correia de transmissão do governo. ''Não somos uma bancada de cãezinhos amestrados; não somos uma bancada lobotomizada, que não pensa, mas uma bancada tanto solidária quanto com senso crítico'', disse.
Os deputados Babá (PA), Luciana Genro (RS) e João Fontes (SE) estão afastados indefinidamente da bancada e a intenção da direção do PT é a de expulsá-los da legenda na próxima reunião do Diretório Nacional do partido prevista para meados do mês que vem.


