Petistas escolhem direção do partido em todo País
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segunda-feira, 03 de dezembro de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Ontem, foi um dia decisivo para o PT. Ocorreram em todo o País as eleições para a escolha das direções municipais, estaduais e nacional do partido através do Processo de Eleições Diretas (PED). No Paraná, cerca de 266 municípios realizaram as eleições, sendo que em 187 deles o processo de votação foi para as três instâncias e em 79, os filiados escolheram apenas as direções municipais. Os novos dirigentes vão ocupar os cargos até 2009 e devem interferir diretamente nas eleições de 2008 e 2010. De acordo com o presidente do PT no Paraná, André Vargas, a previsão era de que 15 mil dos 40 mil filiados do partido no Estado participassem da votação. Segundo ele, no Brasil todo, 300 mil deveriam votar. Às 19 horas de ontem, apenas 5% dos votos para eleição da direção estadual estavam apurados.
Vargas, que é deputado federal, deixa a direção do PT-PR depois de sete anos para poder se dedicar mais às questões nacionais. ''Tem que ser presidente do PT quem fica mais no Estado'', disse. A expectativa dele ontem era que Gleisi Hoffmann, ex-diretora financeira da Usina de Itaipu e candidata ao Senado no ano passado, o substitua no cargo. ''Ela tem condições políticas (para assumir a presidência estadual)'', afirmou.
Caso o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, seja reeleito, Vargas deve ocupar um cargo na executiva nacional do partido. ''Talvez o Berzoini vença no primeiro turno, vai depender muito do resultado de São Paulo'', avaliou. Além de Berzoini, outros seis candidatos disputam a presidência do partido: Valter Pomar, Jilmar Tatto, José Eduardo Cardozo, Markus Sokol, Gilney Viana e José Carlos Miranda.
Vargas acredita que as coligações vão acontecer naturalmente nas eleições de 2008 principalmente em Curitiba, Ponta Grossa, Maringá e Londrina. Segundo ele, para o primeiro turno é possível que ocorra a coligação com o PC do B, PSB e PR. A aliança com o PMDB seria possível no segundo turno.
''Nossa política no Estado está consolidada e queremos eleger bons dirigentes, pois serão eles que conduzirão os próximos processos eleitorais, portanto, essa eleição tem muita importância nas eleições de 2008 e 2010'', destacou.
Também disputam a presidência do partido no Estado, o deputado Assis do Couto e José Aparecido da Silva. Gleisi tem o apoio de Vargas e de nomes de peso como o do ministro do Planejamento e seu marido, Paulo Bernardo.
Na avaliação de Gleisi - pré-candidata a Prefeitura de Curitiba - ainda é muito cedo para falar em coligação com outros partidos para as eleições de 2008. Segundo ela, existe a possibilidade de coligação com o PMDB e também com outros partidos. O candidato oficial do PT à disputa por Curitiba será oficialmente definido em uma eleição direta do partido que acontece em março.
''A minha expectativa é muito boa (para a prefeitura de Curitiba). Pretendo estar no segundo turno'', disse Gleisi. Ela teve 45% dos votos válidos na disputa pelo senado no ano passado e atingiu 2,3 milhões votos. Perdeu para o senador Álvaro Dias que teve 2,5 milhões de votos.
Em Londrina, houve apenas uma chapa inscrita. Sidnei Santos, atual secretário de Organização do Partido era o candidato de consenso. Em Curitiba, a disputa foi entre o vereador André Passos, Nivaldo Lourenço que é secretário de Finanças do PT municipal e José Alves Afonso Filho. Em Maringá, Rubens Mariano, foi candidato a reeleição. E, em Foz do Iguaçu, a disputa se dividiu entre o ex-deputado federal Dilton Vitorassi e Nilson Brecher que ocupa cargo na área de meio ambiente na prefeitura.


