Petistas e peemedebistas insistem em Sarney
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2007
Das agências 
Brasília - Os petistas e peemedebistas que ainda insistem na candidatura do senador José Sarney (PMDB-AP) a presidente do Senado têm até terça-feira, dia 11, para convencê-lo a aceitar o posto. Do contrário, o franco favorito da bancada do PMDB para suceder Renan Calheiros (PMDB-AL) é mesmo o senador Garibaldi Alves (RN).
Foi este o cenário que a cúpula do partido apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião realizada anteontem à noite. Embora outros senadores apareçam na lista de candidatos do PMDB à presidência da Casa, o direção partidária avalia que o processo sucessório já se afunilou em apenas dois nomes: Sarney, por aclamação, e Garibaldi.
Na reunião com Lula, Temer abriu a conversa falando da unidade real do partido em torno de seu comando, para destacar o fim das disputas entre os peemedebistas da Câmara e do Senado. Foi a senha para que o presidente Lula se benzesse com um sinal da cruz e fizesse um afago ao partido.
Fico feliz. Nestas brigas internas, vocês não têm avaliado a força do PMDB. Juntos, PMDB e PT têm força para nos mantermos no governo por muitos anos, afirmou Lula segundo relato minucioso feito por um dos presentes. Ele também fez questão de registrar seu apreço pessoal por Sarney e de deixar claro que gostaria de vê-lo à frente do Senado.
Apesar da força de Garibaldi, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), insistiam ontem que Sarney é a solução ideal para comandar o Congresso neste momento. O presidente Sarney tem dito que não quer (ser presidente do Senado), mas um político, às vezes, tem de deixar de lado a posição pessoal para atender ao interesse coletivo, disse Jucá.
Oficialmente, o PMDB tem quatro candidatos inscritos na disputa pela presidência: Garibaldi Alves (RN), Neuto De Conto (SC), Valter Pereira (MS) e Leomar Quintanilha (TO).
Ontem à tarde, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) decidiu lançar seu nome na disputa, depois de um apelo feito pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) no plenário. A reportagem apurou que, apesar de Simon ter lançado sua candidatura, enfrenta resistências do PMDB. Em conversas com interlocutores, teria afirmado que poderá disputar a corrida sucessória sem o apoio do partido por isso não descarta a hipótese de uma candidatura avulsa.
Suplicy e os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e José Nery (PSOL-PA) lideraram a campanha pela sua candidatura. Os três redigiram um documento referendando o nome do peemedebista, que já tem o apoio de 23 parlamentares. A decisão é do PMDB. Mas é importante levar em consideração o que significa o nome do Pedro Simon, a tradição que representa, disse Suplicy.
Dentro do PMDB, o clima é de expectativa com a candidatura de Simon. O nome do peemedebista enfrentaria menos resistência da oposição, já que o senador se tornou um crítico do governo. Como um nome histórico do partido, também teria condições de reunir a bancada sem disputas que rachem o partido às vésperas da votação da CPMF.


