Sem surpresas e com uma boa dose de planos engatilhados também para outros ministérios. Essa foi a avaliação do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT), a respeito da nomeação do deputado federal Paulo Bernardo (PT) à pasta do Planejamento. Nedson falou sobre a mudança, ontem à tarde, horas depois de anunciada a reforma ministerial pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O chefe do Executivo londrinense também descartou qualquer possibilidade de Bernardo concorrer ao Governo do Estado em 2006, a despeito de comentários lançados por membros da sigla tanto em Londrina e Curitiba. ''Deve ficar entre Jorge Sameck (diretor-presidente da Itaipu Binacional) e o (senador) Flávio Arns'', aposta.
Segundo Nedson, a notícia da nomeação de Bernardo já era aguardada desde o começo do ano, quando teriam se iniciado as articulações para isso. O prefeito comemorou a ascensão do colega porque, conforme ele, aumentam as chances de Londrina receber uma emenda de bancada da ordem de R$ 14 milhões para obras de infra-estrutura urbana, como asfaltamento e construção de casas populares. Para o prefeito, o papel de articulador que Bernardo mantinha no Congresso poderá ser utilizado por Londrina junto a outros ministros para captação de mais recursos especialmente junto ao Ministério das Cidades.
Além do deputado federal, Londrina é representada hoje no governo federal por outros três londrinenses: a esposa dele, a diretora financeira da Itaipu, Gleise Hoffman, a secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, e o assessor pessoal de Lula, Gilberto Carvalho.
O presidente estadual do PT, André Vargas, elogiou a decisão de Lula. ''O Paulo Bernardo atua na área de orçamento faz tempo, e conhece a fundo o tema. E além do conhecimento técnico, ele tem conhecimento político também'', afirmou Vargas. (Colaborou Rodrigo Sais)

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