São Paulo - O prefeito de Santo André (SP), João Avamileno (PT), e um grupo de parlamentares petistas vão denunciar ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o que chamam de ‘‘graves distorções’’ nas investigações da Polícia Civil sobre o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), ocorrido no dia 20 de janeiro.
O chefe de Gabinete de Avamileno, Gilberto de Carvalho, afirmou ontem que a polícia ‘‘inverteu o curso das investigações’’; transformou testemunhas em suspeitos e está ‘‘intimidando e coagindo estas testemunhas’’, inclusive com ameaças declaradas durante os interrogatórios. O grupo pretende levar a Alckmin testemunhos que confirmariam estas intimidações.
Carvalho afirma que o depoimento de uma funcionária da prefeitura, amiga do prefeito assassinado, ‘‘foi uma peça de intimidação’’ do início ao final. ‘‘A primeira pergunta que fizeram a ela foi: ‘A senhora sabe aonde vai passar os próximos 30 anos de sua vida?’’’, conta ele. Ainda de acordo com Carvalho, os únicos a serem respeitados nos interrogatórios foram os secretários do governo ou pessoas com cargos graduados na prefeitura.
Ontem, mais cinco pessoas seriam ouvidas pela polícia. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, 80 pessoas já depuseram. A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Itamar Messias dos Santos e mais quatro suspeitos de envolvimento no crime. Todos estão foragidos.

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