Petistas de Brasília lideram a ofensiva
No Distrito Federal, os últimos dez dias foram positivos para o PT, ao contrário do que ocorreu no restante do País e, principalmente, com o candidato a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que mais uma vez se mostrou muito desanimado com a campanha. O saldo para as esquerdas, na semana, foi de lucro. E, como se não tomassem conhecimento do que ocorria com o candidato, atacaram o governo de Fernando Henrique no Congresso, na Justiça Eleitoral e na Justiça comum.
Os ânimos do PT em Brasília cresceram mais quando, no dia 6, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral Nilson Naves determinou a notificação do presidente Fernando Henrique Cardoso e do ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, por crime eleitoral. A ação foi de iniciativa dos deputados Luiz Mainardi (RS) e Milton Mendes (SC). Segundo eles, o crime ocorreu porque o presidente e seu ministro pressionaram convencionais do PMDB a mudar de posição, ficando a favor da reeleição.
Na mesma data o deputado Chico Vigilante (PT-DF) acusou Padilha de negociar refeições para os convencionais do PMDB dentro do Ministério. Na quinta-feira a dupla Luiz Mainardi e Milton Mendes voltou ao ataque com uma ação contra FHC e Padilha por improbidade administrativa, ainda com base na convenção do PMDB.
Outra ação do PT questionou o uso de um carro oficial pelo secretário-geral da Presidência, Eduardo Jorge, no transporte entre o Palácio do Planalto e TSE, para uma consulta ao ministro Ilmar Galvão sobre o que o presidente pode fazer e o que não pode, por causa da lei eleitoral. Para melhorar o astral do PT em Brasília, o PSB admitiu, embora de forma dúbia, que poderá apoiar o candidato do partido à Presidência. (A.E.)





