O PT do Rio, que integrou o governo Anthony Garotinho (PST) até abril deste ano, está a um passo de partir para a oposição formal ao governador. Ontem, representantes do partido redigiram um documento em que condenam o comportamento do governador no primeiro turno e o empenho de Garotinho na campanha do prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) à reeleição.
Nos dias 11 e 12 de novembro, haverá um encontro do partido e o diretório regional deverá oficializar a opção pela oposição ao governador. Outro consenso da reunião foi a decisão de ter um candidato próprio ao governo do Estado em 2002, o que elimina a possibilidade de nova aliança com Garotinho. Os 49 integrantes do diretório votarão como será a participação da vice-governadora, a petista Benedita da Silva, no governo estadual.
‘‘Condenamos peremptoriamente o comportamento do governador Garotinho no processo eleitoral; entendemos que ele usou a máquina pública no atendimento de candidaturas que favoreceram seu projeto pessoal’’, diz o documento. ‘‘Condenamos a opção que ele fez de maneira ostensiva e acelerada em relação à candidatura do PFL num quadro de segundo turno em que as duas candidaturas representam base de sustentação de FHC’’.
O ex-secretário estadual de Planejamento e deputado federal Jorge Bittar, da corrente Articulação, que resistia à oposição formal ao governador, foi um dos mais contundentes nas críticas a Garotinho. ‘‘Não podemos fechar os olhos ao comportamento absurdo do governador’’, disse.