De olho no futuro da arrecadação de tributos e ao mesmo tempo sem descuidar de seu papel de oposição, o PT vai apresentar nesta semana no Congresso uma proposta de mini-reforma tributária com dois objetivos. O primeiro e mais imediato é contrapor a proposta do governo de prorrogar ou até mesmo tornar permanente a CPMF. A segunda finalidade é garantir, a partir de 2003, o mesmo nível atual das receitas da União.
‘‘Vamos mostrar à sociedade a existência de caminhos diferentes daqueles realizados até agora’’, afirmou o presidente nacional do PT, deputado José Dirceu (SP). Segundo o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), o debate não pode ser simplificado entre manutenção ou não da CPMF. ‘‘O fundamental é apontar alternativas que representam uma cobrança ao governo atual que, apesar da aparência de fim de mandato, ainda tem mais de 18 meses de responsabilidade política e administrativa’’, concluiu.
O presidente nacional do PT reconhece, no entanto, que não dá para abrir mão de uma fonte de receita tão poderosa e fácil de administrar como a CPMF. Mas caso esse mal seja necessário, o PT defende a redução da alíquota de 0,38% para 0,1% e sua compensação com o Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) e com a contribuição previdenciária dos empregadores no caso das empresas.

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