Brasília - Os seis deputados do PT envolvidos nas denúncias do ''mensalão'' rebelaram-se ontem contra a decisão da Mesa Diretora da Câmara de aprovar em conjunto a remessa dos casos ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. Em vez de renunciarem logo aos mandatos para fugir do processo de cassação, eles ameaçam recorrer, mais uma vez, ao Supremo Tribunal Federal (STF), convencidos de que a Mesa Diretora desrespeitou o direito de todos ao ''devido processo legal''. Mas eles também temem que o recurso à Justiça irrite os deputados que, ao fim, decidirão os destinos deles. Por isso, examinam a alternativa de recorrer ao plenário.
Como os petistas só devem definir o que fazer na sexta-feira, os demais acusados também não querem se antecipar. É o caso do ex-líder do PMDB José Borba (PR), que, embora cogite renunciar, só o fará depois dos colegas do PT. ''Puxar o cordão ele não vai'', resumiu ontem um dirigente peemedebista que acompanha o drama de Borba.
Já os quatro deputados do PP implicados nas denúncias o presidente nacional do partido, Pedro Corrêa (PE), o líder da legenda na Câmara, José Janene (PR), Pedro Henry (MT) e Vadão Gomes (SP) adiantam que enfrentarão os processos, independentemente do resultado da movimentação dos petistas. Contra esses dois últimos não há provas e até a oposição fala em absolvê-los.

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