Petistas amargam dívidas
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domingo, 10 de dezembro de 2000
De Curitiba 
A tentativa de eleger Vanhoni custou R$ 1,25 milhão. A campanha foi a mais cara já realizada pelo PT e deixou uma dívida próxima a R$ 770 mil, pois o partido só arrecadou R$ 479,4 mil. Mas o PT termina um processo eleitoral com a convicção de que a eleição foi um divisor na política paranaense. O coordenador político, vereador Jorge Samek (PT), diz que houve um amadurecimento. Foi a campanha que mais surtiu efeito e onde o candidato mais apareceu. Não trabalhamos apenas para cumprir o horário (na TV), diz.
Samek afirma que quase 80% do investimento financeiro foi para os programas de TV e rádio. Vanhoni acompanhava de perto a produção e por várias vezes interferiu no trabalho dos publicitários. Ele dirigia sua própria campanha, disse o coordenador. O coordenador financeiro Josemar Ganho informou que entre as principais empresas que contribuíram com a campanha de Vanhoni foram a Vega Engenharia Ambiental com R$ 100 mil (uma das principais doadoras da campanha da prefeita eleita Marta Suplicy em São Paulo) e a Editora Nona Didática com R$ 60 mil. O PT nacional entrou com R$ 150 mil.
Uma das surpresas foi a contribuição aos petistas de R$ 20 mil da Inepar Participações, de Mário Celso Petraglia, ex-tesoureiro da primeira campanha do governador Jaime Lerner, em 1994. Em jantares de adesão e venda de produtos, Vanhoni arrecadou R$ 45 mil. (C.M.)


