Curitiba - O futuro líder do governo na Assembléia Legislativa, Natálio Stica (PT), pretende intervir nas negociações entre o governo do Estado e o Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) para evitar que o clima entre as duas partes fique ainda mais pesado. Os professores reivindicam que o aumento salarial previsto no novo Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV) seja retroativo a fevereiro, conforme havia sido combinado antes com o governo. O governador Roberto Requião (PMDB), porém, vetou o artigo que prevê a retroatividade, autorizando o aumento somente a partir de maio para evitar que os gastos com pessoal ultrapassem os 49% da receita previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Para Stica, o problema se resume à matemática. A APP-Sindicato afirma que possui cálculos elaborados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Ecocômicos (Dieese) que mostram que o reajuste pode ser pago sem que a LRF seja desrespeitada. Para resolver o impasse, Stica está propondo uma reunião entre a APP-Sindicato e os técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda para que os cálculos de ambos os lados sejam confrontados. A reunião deve ocorrer na segunda-feira, um dia antes da paralisação de um dia prevista pelos professores em protesto ao veto de Requião.
Os professores também buscam maneiras de evitar a paralisação de terça-feira, que pode azedar ainda mais a relação com o governo. A APP-Sindicato apresentou uma proposta para que os vencimentos relativos ao salário de fevereiro sejam incorporados aos salários a partir de maio, em forma de abono. A Secretaria da Fazenda ainda não manifestou-se sobre a proposta.

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