Mandaguaçu Os direitos políticos do ex-prefeito de Mandaguaçu (16 km de Maringá), Rômulo Ceccon Barreiros (PT) foram cassados por três anos pela juíza Marisa de Freitas. Barreiros foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por irregularidades na compra de equipamentos eletrônicos no último dia de mandato dele, em dezembro de 2000.
Os equipamentos foram adquiridos pela Secretaria de Saúde de Mandaguaçu, mas o valor foi considerado superfaturado. Na compra de uma televisão, um vídeo cassete, um rádio gravador, uma antena parabólica e uma estante, o município pagou o equivalente a R$ 4.165,00. O MP apresentou a denúncia e o dono da loja onde foi feita a compra reconheceu que houve um abuso no valor e devolveu R$ 1.660,00 ao município. A ação deveria ser encerrada com a devolução do dinheiro, mas a atual administração não acatou o acordo e manteve o processo contra o ex-prefeito.
De acordo com Barreiros, a compra dos equipamentos foi feita no último dia do mandato porque havia uma verba disponível na Secretaria de Saúde. Se a verba não fosse usada, o dinheiro seria devolvido ao Ministério da Saúde. Ele disse que a compra foi feita sem burocracia e, como de costume, a administração privilegiou o comércio local. ``Só que o comerciante achou que por ser o último dia do meu mandato, a conta não seria paga e fez o cálculo como se a venda fosse à prazo``, alegou. Ele afirmou que os ex-secretários de Saúde e de Fazenda que teriam assinado o cheque da prefeiutra perceberam que o valor estava superfaturado.
Barreiros alegou que, a partir da devolução da diferença pelo comerciante, o MP teria concordado em encerrar o processo. ``Mas por questão políticas, o atual prefeito decidiu manter a ação``, disse. O ex-prefeito afirmou que vai recorrer da decisão da Justiça. Ele afirmou que o advogado dele teria perdido um prazo para contestação e por isso acabou perdendo a ação na primeira instância.
Barreiros concorreu à deputado federal pelo PT nas últimas eleições e obteve 7,2 mil votos. Ele disse que ainda não definiu seu futuro, mas mesmo que opte em continuar a sua vida profissional na área de contabilidade, ele assegura que pretende retomar os seus direitos políticos.

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