Rio de Janeiro - O candidato a coligação PT/PL, Luiz Inácio Lula da Silva, favorito nas pesquisas para as eleições de outubro, saiu incólume do primeiro debate na televisão com seus três adversários políticos.
As quase três horas de debate, que terminaram na madrugada de ontem, foram praticamente monopolizadas pelas acusações entre os outros três candidatos que disputam o segundo lugar, Ciro Gomes, da Frente Trabalhista (PPS-PDT-PTB), o do governo José Serra (PSDB-PMDB) e Antony Garotinho, do PSB.
A estratégia de Garotinho foi ressaltar permanentemente o fato de que Serra é o candidato do continuismo, já que é o candidato do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Por sua vez, Ciro Gomes interrogou, em vão, Serra sobre o dinheiro obtido pelo governo com as privatizações das empresas públicas, no momento em que o País atravessa uma grave crise financeira que o obrigou a recorrer novamente ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Serra tentou minimizar as críticas de Garotinho, assegurando que é o candidato de seu próprio governo, embora destacasse que é leal ao presidente Fernando Henrique, o que não quer dizer que esteja de acordo com tudo o que fez em seus dois períodos consecutivos de governo.
Serra criticou também Ciro, que, nas últimas pesquisas de intenção de voto, o tirou do segundo lugar, e o acusou de mentiroso, ao ressaltar que, em 1994, quando foi ministro da azenda o salário-mínimo não era de R$ 100,00, como diz, mas de R$ 80,00.
Lula só recebeu críticas de Garotinho por sua aliança eleitoral com o PL, de onde saiu seu vice, o milionário industrial têxtil mineiro, José Alencar.
Garotinho atribuiu ironicamente o fato de que ele não está bem colocado nas pesquisas porque não faz alianças com qualquer um.

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