Rio de Janeiro O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu ontem na capital fluminense o apoio de 800 pastores e líderes de diversas igrejas evangélicas, em encontro promovido pelo Comitê Evangélico Pró-Lula e pela coordenação nacional da campanha petista.
Ao receber o apoio, Lula rechaçou a tática do candidato José Serra (PSDB) de pregar o medo de um possível governo petista. Lula disse aos evangélicos que a teoria do medo o fazia lembrar ''Herodes, que quis matar as crianças com medo de Jesus Cristo''. Lula afirmou que ''a política do medo fez esse país, em 1989, preterir o Leonel Brizola, o Mário Covas, o Lula e outras pessoas de bem'', numa referência à disputa presidencial vencida por Fernando Collor de Mello.
Em seu discurso, Lula afirmou que ''a igreja não é um comitê político de nenhum partido e de nenhum candidato.'' O presidenciável do PT disse que, se eleito, terá um plano de metas para cada ministério e se reunirá no máximo a cada dois meses com a equipe ministerial para saber como está o cumprimento dos objetivos de cada pasta.
Lula participou de um encontro com os evangélicos em uma churrascaria. Estavam presentes diversos pastores da Assembléia de Deus, que não seguiram a decisão das duas principais convenções da igreja, a Convenção Nacional e a Convenção Geral, de apoiar Serra.
Estiveram presentes, entre outras lideranças evangélicas, o representante da Igreja Universal do Reino de Deus, o deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ), e o senador eleito Magno Malta (PL-ES). Esta foi a segunda vez que o candidato do PT esteve no Rio, no segundo turno e, de novo, para encontrar-se com correligionários do candidato derrotado Anthony Garotinho (PSB). Na semana passada, a reunião foi com vereadores, prefeitos e deputados do PSB no Estado.

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