Petista questiona ações de promotores
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terça-feira, 10 de maio de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Há que se reconhecer que são ''seres humanos, passíveis de acertos, erros, limites, anseios, admiração e iras''. O trecho faz referência aos profissionais do Ministério Público (MP) e é parte de um texto lido ontem no Plenário da Câmara de Vereadores pelo líder do prefeito na Casa, Gláudio Renato de Lima.
Nos quase 10 minutos em que fez uso da palavra, o vereador levantou uma série de questionamentos a respeito das ações da força-tarefa de promotores no que diz respeito aos desvios de dinheiro público investigados no caso Ama-Comurb. Sempre em tom interrogativo, Lima as comparou à ação civil pública ingressada semana passada pelo MP contra membros da administração passada e atual do prefeito Nedson Micheleti (PT), bem como à denúncia ''sem provas'' aceita pela Justiça, no último dia 26, contra o presidente da Sercomtel, João Rezende.
Na ação da semana passada, o MP relatou irregularidades na licitação para contratação da Vega Engenharia Ambiental S/A, em 2001. Aqui, é pedida a devolução de cerca de R$ 4,6 milhões aos cofres públicos. No caso de Rezende, a denúncia afirma que ele teria violado a lei de interceptações telefônicas ao fotocopiar ofícios judiciais. Um detetive, também indiciado, foi preso com material semelhante.
''Por que as acusações (do caso Ama Comurb) têm tantos denunciados? Por que não se focou exclusivamente nos envolvidos? Seria mais um equívoco?'', questionou o petista. Em seguida, destacou que, com as ações recentes, ''se busca colocar na mesma vala o desvio de dinheiro público com qualquer possível equívoco administrativo, equívoco que não ocorreu. Seria necessidade de auto-afirmação?'' Após a leitura, Lima amenizou o tom, negou que tenha feito críticas mas ''reflexões'' sobre o MP.
A respeito das declarações, o MP emitiu uma nota ao fim do dia argumentando que ''tem o dever de ser o agente promotor das ações, a fim de movimentar o Poder Judiciário, instância na qual tanto a acusação quanto a defesa têm o direito de se manifestar e de se defender''. Além disso, continua, ''o MP paranaense não tem se furtado de promover as ações cabíveis na comarca de Londrina e confia no julgamento a ser realizado pelo Judiciário.''


