O programa de governo do candidato de Lula (PT), prevê a duplicação do valor real do salário mínimo - em prazo a ser estipulado - e o assentamento de 1 milhão de trabalhadores rurais dentro de quatro anos. ‘‘Nossa plataforma representa de fato uma reversão comparada ao que existe hoje’’, disse o secretário de Relações Internacionais do PT, Marco Aurélio Garcia.
O plano da frente com nome provisório de ‘‘Brasil para os Brasileiros’’ terá de 12 a 16 páginas. Dividido em quatro partes, o texto aborda na introdução - ‘‘A União Faz a Força’’ - a aliança de partidos de esquerda formada para disputar a eleição (PT-PDT-PSB-PCB-PCdoB).
Em seguida apresenta uma análise da situação política e econômica do País. Garcia não quis revelar detalhes do capítulo ‘‘Medidas Emergenciais’’, mas sobre a parte de propostas da frente informou que, além do aumento do salário mínimo, o programa promete absorver 1,5 milhão de pessoas no mercado de trabalho.
Em relação à saúde, Garcia afirmou que a plataforma acena com reforço no Sistema Único de Saúde (SUS). ‘‘Se esse programa funcionasse direito hoje, teríamos condições de atender dois terços da população’’, observou. Num governo de oposição seriam gastos R$ 250,00 por pessoa ao ano.
Outros aspectos do programa são o projeto de renda mínima e o sistema de defesa para a indústria nacional. Seriam criados, por exemplo, mecanismos que evitassem a importação dos chamados produtos predatórios - os que mantêm uma concorrência desleal com a indústria brasileira.
Para implantar seu projeto - e, especialmente, aumentar o salário mínimo - a plataforma dos oposicionistas acena com estímulos a setores como a indústria de alimentos e as fábricas ociosas.
A respeito de medidas macroeconômicas - como a taxa de câmbio - Garcia comentou apenas que serão introduzidas câmaras setoriais para atuar como reguladoras da inflação. Ele evitou tratar dos juros.

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