O candidato do PT à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu ontem no 9º Congresso Sindical Comerciário apresentar sua proposta formal para o combate ao desemprego em 15 dias. Ele não adiantou o conteúdo da proposta. Lula defendeu uma mudança de comportamento no movimento sindical do País. ‘‘O sindicato precisa deixar de ser corporativo e de defender apenas os interesses de uma categoria, para defender o cidadão’’, sustentou. Para Lula, o movimento sindical não tem dado muita importância à questão do desemprego. ‘‘Nós só temos importância enquanto pagamos a mensalidade’’, observou.
O petista voltou a defender um crescimento da economia da ordem de 5% a 6% ao ano para que o País possa voltar a gerar emprego. ‘‘Mas não basta crescer’’, observou. ‘‘O crescimento tem de ser distribuído de forma justa’’. Segundo ele, a Argentina cresceu cerca de 8,5% no ano passado, mas não gerou empregos, nem melhoria na qualidade de vida. ‘‘Precisamos fazer uma mudança substancial na lógica da economia brasileira.’’ Segundo o candidato, os juros naquele país são a metade dos juros brasileiros.
A coligação de Lula (PT, PDT, PC do B, PSB e PCB), entrou ontem com duas representações contra FHC no TSE. Os partidos querem a retirada das placas referentes a obras realizadas pelo governo federal. A coligação argumenta que elas são propaganda.
Em outra representação, a coligação quer medidas contra o presidente pela visita ao Canal da Redenção em Coremas (PB), no dia 16. ‘‘Ao arrepio da legislação (o presidente) participou de atos que, em todos os seus aspectos, configuram inauguração de obra pública com o explícito apelo eleitoral’’, diz a representação.

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