O candidato da frente de esquerdas à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve apresentar nas próximas semanas um projeto específico para a área de habitação. Os principais itens da proposta, ainda em elaboração, são ampliação das linhas de crédito, diminuição dos juros cobrados pelo setor e a centralização das regras habitacionais num único órgão.
‘‘O construbusiness movimenta 15% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, e a indústria da habitação emprega 6 milhões de pessoas no País’’, ressaltou o economista Guido Mantega, um dos formuladores do programa de Lula.
Para Mantega, o governo Fernando Henrique Cardoso fracassou no propósito de reativar o setor. ‘‘Os recursos existentes, provenientes do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da poupança, não estão sendo canalizados adequadamente’’, opinou.
Ele adiantou que a proposta da frente de esquerdas deve comtemplar um novo corretor para as prestações da casa própria, que classifica de ‘‘proibitivas’’. Segundo Mantega, a correção pela Taxa Referencial (TR) mais 0,5% não é a mais indicada. ‘‘O ideal seria um índice econômico que beneficiasse o mutuário.’’
O assessor do candidato petista elogiou a iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic) de encaminhar aos comitês eleitorais dos candidatos à Presidência nesta semana sugestões para a área de habitação. De acordo com Mantega, a proposta da Cbic, que tem como pontos principais juros menores e mais linhas de financiamento, ‘‘está em grande sintonia’’ com as diretrizes abraçadas pela União do Povo Muda Brasil (PT-PDT-PSB-PCB-PC do B).

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