Brasília - O comando de campanha do candidato da Coligação Lula Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PL-PC do B-PCB-PMN), orientará o presidente de honra do PT a dizer, na segunda-feira, na reunião com o presidente Fernando Henrique Cardoso, que, se eleito, cumprirá todos os compromissos assumidos pelo atual governo. Manterá ainda o equilíbrio fiscal, mas exercerá o direito de revisar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Lula e os demais candidatos - Ciro Gomes (Frente Trabalhista), José Serra (PSDB-PMDB) e Anthony Garotinho (Frente Brasil Esperança) - encontram-se com Fernando Henrique para falar do pacto com o FMI e da transição para o novo mandato.
''O acordo com o FMI tem uma cláusula que permite a sua revisão de três em três meses. Isso nós vamos fazer'', afirma o deputado Carlito Mers (PT-SC), um dos especialistas do partido na área financeira. ''Vamos deixar claro que, num eventual governo do PT, a especulação não será prestigiada. Nossa atenção é a produção.''
Mers diz que a legenda tem sido procurada por empresários que não só afirmam que votarão no candidato da Coligação Lula Presidente, mas que também tirarão as aplicações da exploração financeira para investir na produção. ''No governo de Lula, o empresário poderá voltar a produzir porque ganhará mais do que se aplicar na especulação financeira'', afirma.
De acordo com ele, se a sigla assumir o poder, mecanismos de financiamento, como os Bancos Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Brasil (BB) serão usados para fomentar a produção. ''Onde tem produção, não há espaço para a especulação'', afirma.

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