Curitiba - O deputado federal Angelo Vanhoni (PT) admitiu ontem à imprensa em Curitiba que o seu partido trabalha com pelo menos quatro hipóteses quando o tema é eleições de 2012 na Capital. Ele disse que particularmente defende a candidatura própria - e há um setor da legenda que colocaria seu nome na disputa -, mas ele reconhece pelo menos outras três possibilidades, que podem ser colocadas em votação nas prévias do PT, marcadas para o início do próximo ano. ''Mas o ideal é sempre buscar uma unidade, consolidar um entendimento antes das prévias. Das experiências que temos, sabemos que as coisas se tornam difíceis porque há um setor que perde'', afirmou Vanhoni.
''Tem gente que defende o Gustavo Fruet (sem partido e pré-candidato à Prefeitura de Curitiba). Tem gente que defende uma aliança com o PMDB e tem gente que pensa na aliança com o PSC de Ratinho Júnior. Mas por enquanto são conversas apenas'', afirmou ele. Na hipótese da candidatura própria, Vanhoni confirmou que se coloca à disposição do partido, mas lembra que o deputado federal Dr. Rosinha e o deputado estadual Tadeu Veneri também são pré-candidatos à Prefeitura da Capital pelo PT. Ao contrário de Vanhoni, que defende a candidatura própria mas deixa o partido aberto a outras possibilidades, Dr. Rosinha e Tadeu Veneri encabeçam uma campanha pró-candidatura própria e descartam alianças.
Em Londrina
Em Londrina, os dois nomes mais fortes para concorrer à prefeitura são de Márcia Lopes, ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do deputado Federal André Vargas, que tem apoio do diretório local. Ele garantiu esta semana que abriria mão da candidatura em nome da ex-ministra, caso ela queira concorrer. ''Gostaria de vê-la candidata, ela tem liderança no partido e já foi testada na vida pública. Eu seria o seu cabo eleitoral número um'', declarou em entrevista à FOLHA, acrescentando: ''Se ela não quiser, ou não puder, eu serei o candidato''.
Para Márcia Lopes ainda está cedo para afirmar uma possível candidatura. ''Estou sempre aberta a discutir com o partido. Estou viajando muito, envolvida com outras propostas e também questões pessoais que precisam ser analisadas. Felizmente o nosso partido tem várias lideranças no Estado e essa é um discussão que tem que ser avaliada em conjunto e em todo os níveis'', declarou.
O presidente do Diretório do PT no Paraná, Enio Verri, declarou esta semana que as prévias devem continuar da ''mesma forma e com a mesma força''. ''Nós tivemos uma reunião com o diretório no país e as prévias estão totalmente autorizadas. Até porque consideramos que essa é a postura mais democrática'', afirmou.
Segundo Verri o que acontece é que geralmente predomina um consenso acerca do nome do ''favorito'', dessa forma não seria necessário abrir as prévias internas.''Quando não houver acordo e possibilidade de candidatura única a prévia é um instrumento fundamental'', declarou.

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