Petista defende exame grafotécnico
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O líder do Governo na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), engrossou ontem o discurso contra o deputado Tadeu Veneri (PT) e cobrou novamente providências em relação à assinatura não identificada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) contra o nepotismo. Romanelli enviou à Comissão Executiva da Casa requerendo ''a adoção de providências necessárias e cabíveis'' para que o deputado petista, autor da PEC, explique quem é ''a pessoa ou deputado que pôs aquela assinatura, uma vez que foi ele (Veneri) pessoalmente quem recolheu as assinaturas da PEC''. Veneri respondeu ao ataque do líder do Governo informando que irá solicitar à Comissão Executiva, na próxima segunda-feira, um exame grafotécnico das assinaturas de todos os 54 deputados e dos suplentes que, em algum momento durante o ano, tenham atuado na Casa.
O presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), não participou da sessão ordinária de ontem. Mas, no dia anterior, quando o caso foi levantado pelo líder do Governo, ele já havia se comprometido a conferir novamente as assinaturas da PEC.
A PEC foi protocolada na última terça-feira com a assinatura de 18 deputados - número mínimo exigido pelo Regimento Interno para que a PEC possa tramitar na Casa. Uma das assinaturas foi identificada pela Mesa da Casa como sendo de autoria do deputado Edgar Bueno (PDT), mas, anteontem, o pedetista negou que tivesse assinado o projeto. O líder do Governo afirmou ainda que a assinatura atribuída a Bueno não era de nenhum dos 54 deputados, conforme conferência com o livro de autógrafos da Mesa.
No ano passado, quando a mesma PEC foi colocada em votação, a liderança do Governo articulou uma manobra para derrubá-la. A resistência em relação à aprovação de uma lei que proíba a prática do nepotismo nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e no Ministério Público do Estado é novamente comandada ppor Romanelli. Ele defende abertamente a derrubada da PEC.


