Santiago O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, chega hoje ao Chile disposto a, na conversa com o presidente Ricardo Lagos, defender a entrada oficial do país no Mercado Comum do Sul (Mercosul), mas sabe que a resposta dos chilenos é negativa. Com tarifas alfandegárias muito mais baixas do que as praticadas pelo bloco comercial de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, as autoridades chilenas não vêem motivos para se integrar no Mercosul. Têm interesse, porém, no fortalecimento do bloco e na consolidação do Chile como membro associado e ''sócio político estratégico''.
''Não há motivo para aumentarmos nossas tarifas. Mas temos todo empenho no fortalecimento do Mercosul. Espero que tenhamos grande concentração política, especialmente na negociação com a Alca'', disse o senador chileno Carlos Ominami, do Partido Socialista, que participa hoje do almoço de Lula com Lagos.
Amigo de Lula e de outros dirigentes petistas, Ominami acompanhou de perto o que chama de ''revolução política'' promovida pela legenda. Ele esteve no Brasil no primeiro e no segundo turno das eleições presidenciais e está confiante que Lula estreitará as ''boas relações históricas entre Brasil e Chile''.''Acredito que Lula trará a oportunidade para que o Chile tenha mais sintonia com a América Latina'', afirmou.
Além de uma estratégia para o futuro do Mercosul, dois outros assuntos interessam aos brasileiros em visita ao Chile: a reforma previdenciária e políticas sociais que fizeram a pobreza no país cair à metade em 20 anos.

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