Petista aciona Justiça para responder a ACM
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quarta-feira, 26 de agosto de 1998
Fredy Krause Agência Estado 
O TSE confirmou que o candidato à Presidência pela frente de esquerdas Luiz Inácio Lula da Silva entrou ontem no tribunal com representação contra a Coligação União, Trabalho e Progresso, do presidente FHC, pedindo direito de resposta no horário eleitoral gratuito a ofensas de que o petista diz ter sido vítima por parte do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).
Segundo a coligação que apóia Lula, ACM repetiu, anteontem, declarações feitas há cerca de dois meses segundo as quais um eventual governo de Lula seria o caos para o País. Ainda conforme a coligação, na entrevista de Magalhães, transmitida anteontem, no programa intitulado Boa Tarde, Brasil, o presidente do Senado insistiu: Eu disse isso mais ou menos em maio; hoje, eu diria que seria pior ainda, porque a conjuntura internacional piorou. E, evidentemente, quem não tem competência não pode dirigir o País numa época dessas. E não é só problema do Lula pessoalmente. É um problema de um conjunto de idéias que ele encarna, que está em torno dele, que são retrógradas... de maneira que seria um caos mesmo. Graças a Deus, acredito que estmos longe do caos porque a eleição de Fernando Henrique é cada vez mais evidente.
A Coligação União do Povo Muda Brasil sustenta que houve uma irresponsável e leviana assertiva do entrevistado e reclama igual espaço de um minuto para responder às afirmações.
Uma outra representação foi protocolada ontem no TSE, de iniciativa do deputado Chico Vigilante (PT-DF), para pedir a punição de ACM, por uso indevido de carro oficial, a ele destinado apenas quando no exercício de suas prerrogativas funcionais. Vigilante acusa ACM de ter utilizado carro do Senado para se dirigir à produtora de vídeo GW, onde gravou uma participação na propaganda eleitoral em apoio à reeleição do presidente. A multa prevista para estes casos pode variar de 5 mil a 100 mil Ufirs.


