Pessuti toma posse com discurso do continuísmo
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quinta-feira, 01 de abril de 2010
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O discurso é o do ''continuísmo'' de gestão, mas o estilo pessoal do novo governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), é diferente do seu antecessor, Roberto Requião (PMDB): na cerimônia de posse ocorrida no início da noite de ontem, na Assembleia Legislativa do Estado, o até então vice-governador do Estado chegou dentro de uma ''Variant'' de cor azul, um carro que usou durante sua primeira campanha eleitoral, e até cantou. Pessuti resolveu entoar ''Tocando em frente'', de Almir Sater, e foi bastante aplaudido pelo público. O peemedebista também exibiu uma gravação de 1994 com a voz de seu pai, Natal Pessuti, já falecido. Na gravação, Natal presta uma homenagem ao filho, que, naquele ano, por ser presidente do Legislativo paranaense, assume interinamente o governo do Estado.
Pessuti foi deputado estadual por 20 anos e sua trajetória política tem ligação com a formação do PMDB no Estado. Em seu discurso ontem, ele reforçou ainda suas ''raízes no meio rural'' e citou um episódio marcante das eleições de 2006, quando Requião costurava uma aliança com o PSDB: Pessuti foi eleito conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, deixando a cadeira de vice aberta para que o então tucano Hermas Brandão a ocupasse. Mas, quando a coligação foi suspensa, Pessuti desistiu do TC e voltou ao Executivo. Ontem, ele lembrou do fato como uma ''encruzilhada'' na sua vida pública: ''Abandonei uma belíssima aposentadoria (de conselheiro do TC), mas eu tinha um projeto de amor pelo Paraná''.
Com a renúncia de Requião, Pessuti toma posse mirando o pleito de outubro, quando deve sair candidato à gestão que inicia em 2011. Ontem, ele destacou os sete anos do governo Requião, que, segundo disse, representou uma ''inversão do modelo de administração pública que imperava no Estado''. ''Isto é o novo, que teve início quando começamos nossa jornada em 2003; quebrando o paradigma do Estado mínimo, incapaz e insuficiente; (...) resgatando e preservando nossas empresas públicas, que estavam ameaçadas pelas privatizações obscuras e pelos negócios escusos'', discursou.
Pessuti também prometeu empenho nas seguintes bandeiras: instalação de um Tribunal Regional Federal; royalties do ICMS e do pré-sal; Copa do Mundo de 2014; e da multa do Banestado, imbróglio não resolvido por seu antecessor.


