Curitiba - O vice-governador e secretário de Estado da Agricultura, Orlando Pessuti (PMDB), assumiu ontem o governo do Estado, no lugar de Roberto Requião (PMDB), que lidera uma missão comercial ao Chile. Pessuti fica responsável pelo governo do Estado até domingo.
No início deste mês, durante a viagem de dez dias de Requião à província do Quebec, no Canadá, quem assumiu o Palácio Iguaçu foi o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Oto Sponholz.
Isso porque Orlando Pessuti e o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), têm parentes que serão candidatos nas eleições de outubro. E, conforme a legislação eleitoral, se um deles assumir, o parente fica inelegível. A irmã do governador em exercício, Neuza Pessuti, pretende se lançar candidata a prefeita de Jardim Alegre (115 quilômetros ao sul de Apucarana), pelo PMDB. E o filho de Hermas Brandão, Hermas Júnior, quer se candidatar a prefeito de Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba), também pelo PMDB.
Pessuti, apesar do plano político da irmã, dediciu assumir a chefia do Poder Executivo para evitar constrangimentos. Segundo ele, Requião têm previstas uma série de viagens para os próximos meses, e precisará ser substituído diversas vezes. No mês que vem, Requião vai a Córdoba (Argentina). Em julho, deve ir à Itália. Nos meses seguintes, deve ir à França e à China. Pessuti acredita que a candidatura da irmã pode ser defendida na Justiça, mais tarde. A Folha não conseguiu localizar Neuza Pessuti para comentar a decisão do irmão.

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