Pessuti quer explicações sobre acordo entre ONGs e governo
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de julho de 2010
Rosiane Correa de Freitas <br>Equipe da FOLHA 
Curitiba - O governador Orlando Pessuti (PMDB) quer saber qual a relação da Sociedade dos Amigos do Museu Oscar Niemeyer (Mon) e do Programa do Voluntariado do Paraná (Provopar) com o governo do Estado. Da África do Sul, onde está desde quarta-feira, Pessuti contou à FOLHA que pediu informações a todas as secretarias de Estado sobre ambas. Vou analisar toda a documentação e se for de nosso interesse vamos manter as parcerias, disse.
O levantamento foi pedido depois que a irmã do ex-governador Roberto Requião, Lúcia Arruda, se recusou a deixar a presidência do Provopar. Quero saber que tipo de acordo foi firmado (entre o governo e a organização). Pedi para a Casa Civil e a Procuradoria-Geral do Estado que levantem isso, contou. Segundo Pessuti, dados preliminares dão conta de que a entidade não possui um convênio com o governo, mas há diversas outras formas de subsídios.
O governador disse que as informações que obteve até agora não são novas. Já era assim quando o Provopar era ligado à governadoria, afirmou. Mas que sempre soube que o Provopar era conduzido pela esposa do governador. Pessuti, no entanto, nega que tenha interesse em colocar sua esposa, Regina, como presidente da entidade. A ideia de retomarmos o Provopar não é para a dona Regina assumir. Vamos indicar uma técnica, disse.
Por outro lado, Lúcia Arruda explica que de forma alguma a presidente poderá ser indicada pelo governador. Eu fui eleita pelos associados. A próxima primeira-dama pode ser associada do Provopar e votar e ser votada na eleição, informa. A estruturação da entidade está estipulada no estatuto da organização, que determina, entre outras coisas, a reserva de uma vaga de associada para as primeiras-damas. O mandato dela termina em dezembro de 2010. E uma nova eleição deverá acontecer em janeiro de 2011.


