Pessuti pode ser o novo presidente estadual do PMDB
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sábado, 11 de novembro de 2006
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O vice-governador reeleito no Paraná, Orlando Pessuti, pode se tornar em dezembro o novo presidente do PMDB no Estado. A alternativa foi confirmada ontem pelo secretário-geral do partido, Luiz Cláudio Romanelli, eleito deputado estadual em outubro. ''Hoje (ontem) nós estamos consultando o diretório nacional do partido para ter certeza que é possível indicar o nome de um vice-governador para a vaga. Pelo regimento nos parece possível'', afirmou Romanelli. Segundo ele, é preciso ter um ''consenso'' na escolha, sem necessidade de ''disputa''. ''Não pode ser uma pessoa contestada dentro do partido. Tem que ser alguém que tenha trânsito'', explica ele, lembrando que, na próxima terça-feira, o assunto será discutido em reunião por lideranças peemedebistas.
Para o secretário-geral, cujo nome também chegou a ser ventilado nos bastidores políticos para assumir a vaga, Pessuti seria hoje ''a maior liderança do partido'' depois do governador reeleito, Roberto Requião. Até agora, o líder do PMDB jovem João Arruda e o deputado estadual reeleito Mauro Moraes foram os únicos que se declararam candidatos ao posto. A votação estava prevista para ocorrer no dia 14 de dezembro (quinta-feira), mas Romanelli explicou que a data deve ser modificada - para o dia 10 ou 16 de dezembro, domingo e sábado respectivamente.
Romanelli voltou a falar também sobre as tarefas do próximo presidente da legenda, que deve encarar as eleições municipais de 2008. ''É claro que a gente tem que trabalhar pelo partido. Mas a presidência é um ônus'', admite. Segundo ele, o atual presidente do PMDB no Estado, Dobrandino da Silva, ''se sacrificou muito pelo partido'', a ponto de ''perder um pouco da sua base política''. Dobrandino já garantiu que não pretende tentar a reeleição em função do ''acúmulo de funções'', já que continuará na Assembléia Legislativa nos próximos quatro anos.
Pessuti disse ontem à reportagem da FOLHA que ''acha natural'' sua indicação e acrescentou que tem recebido de dez a 15 ligações por dia de ''companheiros políticos'' que desejam que ele saia candidato ao cargo. ''Eu não vou dizer que sou candidato, nem pré-candidato, mas posso afirmar que eu sempre respondi em todos os momentos que precisou. E tenho condições de ser presidente tranquilamente, não tem problema nenhum'', revelou.
Ontem o governador Requião viajou a Brasília para conversar com o senador José Sarney sobre a eleição do novo presidente nacional do PMDB, prevista para em março. Pessuti revela que é a favor da indicação do senador Pedro Simon ao posto. ''Nos últimos anos o PMDB não tem conseguido traduzir suas forças locais num nome nacional de forte expressão política. Simon tem um perfil de 'unidade' nacional'', comentou o vice-governador.
Na última terça-feira, Requião já havia se encontrado com Sarney em Brasília, logo após a visita que fez ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na próxima sexta-feira, os governadores eleitos pelo PMDB também se reúnem para tratar de assuntos relativos à legenda.


