Curitiba - O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), pré-candidato a governador em 2010, minimizou ontem as ''turbulências'' enfrentadas pelo PMDB, mas admitiu que ''esperava que as coisas estivessem mais tranquilas''. Pessuti se refere a três cenários defendidos hoje por peemedebistas: a candidatura própria, a união com o PDT de Osmar Dias - como deseja o PT -, e a nova tentativa de união com o PSDB, apesar da aliança frustrada de 2006. Levando em conta apenas a possibilidade de uma candidatura própria, Pessuti ainda enfrenta outro obstáculo: a falta de engajamento de lideranças do alto escalão do PMDB, incluindo o governador Roberto Requião.
Pessuti mantém o discurso em que sustenta que Requião trará apoio ''no momento apropriado''. ''Ele já trabalha para fortalecer o partido em regiões estratégicas. No momento certo, ele vai trabalhar como principal cabo eleitoral da nossa candidatura'', disse o vice-governador. Pessuti negou ainda que tenha ocorrido um distanciamento entre ele e Requião: ''Nos 27 anos de política que temos juntos, já tivemos uns 50 estremecimentos, e vamos continuar tendo, mas sempre nos entendemos''.
O pré-candidato também minimizou a dificuldade do PMDB em estabelecer alianças. ''Não nos enfraquece. Já ganhamos mesmo com chapa pura. Mas é claro que queremos aliados, porque somos plurais'', disse ele, acrescentando que o PV, num eventual segundo turno, é uma sigla que poderá se unir aos peemedebistas. Mas, em relação ao PT, que hoje integra a gestão Requião, Pessuti desabafa. ''Eu defendo que o PT tenha candidatura própria. Mas, caso contrário, o mais lógico, o mais natural, era que eles fossem aliados nossos'', disse.
Adversários
Além de minimizar as ''turbulências'' internas, Pessuti também sugeriu que as crises enfrentadas pelos partidos adversários são piores. Ele citou o caso do DEM, por exemplo: Alceni Guerra e Eduardo Sciarra defendem o apoio ao tucano Beto Richa, enquanto o presidente estadual da sigla, Abelardo Lupion, está com Osmar Dias. O próprio PT não tem unanimidade no apoio a Osmar: há setores que defendem a união com o PMDB ou a candidatura própria.

mockup