Pessuti lamenta coligação com PT
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terça-feira, 05 de outubro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento, lamentou ontem a decisão do partido em não lançar candidatura própria nas eleições deste ano em Curitiba e apoiar o candidato petista Angelo Vanhoni. Para ele, o bom desempenho de Rubens Bueno (PPS), desde então, já era esperado. ''Eu sabia disso desde o princípio. Com o Gustavo (Fruet, sem partido) fora da disputa, quem foi beneficiado foi o Rubens'', afirmou Pessuti, que defendia a candidatura própria dentro do PMDB e apoiava o nome de Fruet para a Prefeitura de Curitiba. Foi voto vencido pelo grupo dos irmãos Maurício e Roberto Requião (PMDB), que pretendiam uma aliança com o PT tendo Vanhoni como cabeça de chapa.
Pessuti disse ainda que o crescimento de Beto Richa (PSDB) durante o pleito eleitoral teve a colaboração de Fruet, que apoiou publicamente o candidato tucano. O vice-governador não acredita na transferência direta de votos de Bueno para Vanhoni, mesmo com um apoio formal do PPS ao PT. ''Ninguém consegue transferir 100% dos votos obtidos. No máximo, consegue transferir 30% dos seus votos. A transferência de votos existe, mas é pequena. Mas uma coisa é clara: se o Rubens apoiar o Beto, vai ficar muito mais difícil para o Vanhoni'', analisou.
Pessuti exemplificou utilizando o caso de Londrina, onde a deputada estadual Elza Correia (PMDB) teve os votos esvaziados no dia da eleição, contrariando todos os índices de pesquisa eleitoral. ''O que aconteceu em Londrina foi basicamente o que aconteceu aqui. Os eleitores resolveram optar pelo voto útil para tentar colocar alguém que tivesse chances de enfrentar os demais candidatos (Nedson Micheletti, do PT e Antonio Belinati, do PSL). Lá preferiram o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB). Aqui preferiram o Rubens Bueno. Foi uma tentativa de se praticar o chamado voto útil e inverter o resultado da eleição'', justificou.


