Se é considerado fora da disputa por seus correligionários, que declaram que em caso de candidatura própria, o nome será o de Requião - "Eu sei disso, você sabe e ele também sabe", disse um dos deputados peemedebistas -, o ex-governador Orlando Pessuti, e os votos que ele tem poder de influência na convenção, são peças decisivas no processo. Tanto os defensores da aliança quanto os da candidatura de Requião tentam convencer o ex-governador e dizem já estarem perto de um acordo.
O grupo pró-Requião aposta em uma visita do vice-presidente da República, Michel Temer, prevista para o dia 30, para convencer Pessuti. O grupo que defende a aliança conta com as desavenças entre Pessuti e Requião e a lealdade do ex-governador à chapa que comanda o diretório, do qual ele é secretário-geral. "Nenhuma procede. Até o dia 20 de junho, eu sou pré-candidato ao governo. Até lá, vou seguir minha caminhada, conversando com os convencionais e buscando a maioria dos votos", disse o ex-governador, que confirmou a tentativa de articulação por parte do chefe de gabinete de Temer, ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, mas deu seu recado: "O vice-presidente já deixou isso claro, tem preferência pela candidatura própria e quer o partido em harmonia, por isso poderia fazer essa interlocução, mas eu não estou disposto a ter essa conversa".
Já sobre a expectativa da ala pró-aliança de contar com o ex-governador, Pessuti disse que faz parte do grupo, respeita e é fiel a ele, mas que o partido é feito por pessoas que pensam diferente, "e é para resolver essas questões, de forma democrática que temos a convenção". O ex-governador afirmou ainda que, se sua tese sair derrotada na convenção, terá que fazer uma reavaliação de sua posição. (R.P.)

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