Curitiba - O governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), recebeu a nota 6,3 dos paranaenses. A avaliação, feita pelo Datafolha, foi divulgada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo. Outros setes governadores de Estado também foram avaliados. Na lista geral, Pessuti fica na terceira melhor posição. A pesquisa foi feita de 20 a 23 de julho e a margem de erro, no caso do Paraná, é de três pontos.
O governador de Estado melhor avaliado é Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, que obteve a nota 7,7. Em seguida vem Jaques Wagner (PT), da Bahia, com 6,6. Orlando Pessuti recebeu a mesma nota que Sérgio Cabral (PMDB), do Rio de Janeiro, mas o Datafolha colocou o paranaense em terceiro lugar por conta do critério de desempate utilizado: o índice de popularidade, que leva em consideração a taxa de aprovação e de reprovação.
O quinto lugar é de Antonio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais, que ficou com uma nota de 6,2, seguido do governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), com 5,7, da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), com 4,9, e do governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), com 4,8.
Pessuti assumiu o Executivo paranaense no início de abril, após Roberto Requião (PMDB) ter renunciado para disputar uma cadeira ao Senado. Até momentos antes do prazo final para registro de candidatura, o nome de Pessuti ainda era cotado para a reeleição, mas sua desistência permitiu a formação de uma ampla aliança em torno de Osmar Dias (PDT).
O início da gestão Pessuti foi polêmico, com a troca de nomes ligados a Requião. No início de julho, Pessuti também ficou com o ônus do aumento da tarifa de energia. Contrariando política do seu antecessor, Pessuti cortou o desconto válido no ano passado e repassou ainda um reajuste de cerca de 2,5% ao consumidor.
Mas o peemedebista também colheu saldos positivos até agora, como o fim da multa mensal imposta ao Paraná por conta dos ''títulos podres'' adquiridos no processo de privatização do Banestado. A multa começou a ser aplicada no final de 2004, por conta da recusa do governador Requião em pagar pelos títulos públicos.
Atualmente, embora a multa tenha acabado, Pessuti optou por fazer os pagamentos referentes aos títulos públicos. Mas a negociação permitiu ao Estado recuperar o dinheiro relativo às multas e tirar o Estado da condição de inadimplência.

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