Pessuti é nomeado para conselho da Itaipu
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terça-feira, 02 de abril de 2013
José Lazaro Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - Foi publicada ontem, no Diário Oficial da União, a nomeação do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) para o Conselho de Administração da Itaipu Binacional. Ele integrará a equipe de seis brasileiros que participam do colegiado, junto dos seis membros paraguaios. O grupo se reúne no mínimo a cada dois meses, mas pode ser convocado a qualquer hora para deliberar sobre questões relacionadas à gestão da usina hidrelétrica. Em 2011, ano do último relatório publicado por Itaipu, a usina recebeu US$ 3,5 bilhões pelos serviços prestados, gastou US$ 879 milhões em manutenção, pagou US$ 688 milhões em royalties e US$ 2 bilhões em empréstimos e financiamentos.
Em entrevista para a FOLHA, Pessuti disse que a nomeação é consequência do apoio dado por ele à candidatura de Osmar Dias (PDT) ao governo do Paraná em 2010 (numa chapa com o PT e com o PMDB) e de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República. ''As conversações começaram no final de 2010, mas no processo de montagem da equipe isso não foi possível antes. O Ministério da Agricultura, a direção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) ou uma diretoria no Banco do Brasil tinham sido cogitados'', recorda o peemedebista.
Pessuti já é conselheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desde 2011, função pela qual recebe R$ 6 mil por mês. Ele acumulará esse cargo com o conselho de Itaipu, cuja remuneração mensal é de R$ 16 mil, segundo Pessuti. ''Os dois juntos é menos do que ganha um deputado federal, um senador ou o governador do Paraná. Se fosse uma questão financeira, eu teria aceitado alguma das diretorias que me ofereceram. Eu queria tempo livre para poder trabalhar na reorganização do PMDB no Paraná. Eu disse isso para o Beto Richa (PSDB) quando recusei a Sanepar. Era uma função que exigia dedicação integral'', afirma o político.
Eleito secretário geral do PMDB do Paraná, Pessuti diz que a nomeação reforça a tendência nacional de o partido apoiar a reeleição de Dilma à presidênia da República. Sobre o cenário estadual, ele diz que trabalha para a sigla ter candidatura própria ao Palácio Iguaçu. ''Eu gostaria de disputar o governo do Paraná, mas os deputados estaduais têm pedido que eu tente o Senado. Vamos discutir isso mais para frente'', desconversou Pessuti. Ele representa uma ala do PMDB próxima ao PT de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, mas a legenda tem outras duas correntes brigando por espaço dentro da sigla. Os deputados estaduais estão com Beto Richa (PSDB) e o senador Roberto Requião tem seus próprios seguidores dentro do PMDB.


