Curitiba - Um dos nomes mais que mais causou surpresa na lista de funcionários efetivos e estáveis da Assem-bléia Legislativa foi o do vice-
governador Orlando Pessuti (PMDB), que consta como consultor administrativo, e da sua esposa, Regina Fischer Pessuti, que consta como consultora jurídica. A direção da Casa garantiu que Pessuti nunca recebeu salário da Assembléia porque sempre teve
outros cargos públicos e que sua esposa está emprestada para a vice-governadoria do Palácio Iguaçu e por lá recebe salário. O mesmo afirmou Pessuti à Folha.
  ‘‘Prestei concurso para a Emater em 1979 e me elegi deputado estadual em 1983. Como fui deputado até 2002 e depois fui para o governo do Estado nunca recebi salário como funcionário da Assembléia’’, explicou Pessuti. O vice-governador afirmou que na época em que se elegeu deputado pela primeira vez teve a possibilidade de transferir seu vínculo empregatício da Emater para a Assembléia e por isso consta como funcionário do Legislativo. Caso assuma de fato a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado, para a qual foi eleito, o vice-governador vai ter que pedir exoneração do seu cargo.
  Já Regina Pessuti, conforme explicou o vice-governador, entrou na Assembléia nomeada por ele próprio como celetista em 1983. ‘‘Na época cada deputado tinha direito de nomear três cargos celetistas e dois comissionados’’, afirmou. E em 1988 ela virou estatutária. ‘‘Hoje ela recebe pelo Palácio’’, assegurou. (A.B. e C.S.)

mockup