O ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) nega que o atraso na reabertura do Palácio Iguaçu tenha sido provocado por falhas durante a reforma no ano passado, mas cobra seu antecessor no cargo, Roberto Requião (PMDB). ''Quando assumi o governo, em abril de 2010, não existia a perspectiva de conclusão das obras e talvez chegássemos a dezembro com apenas 60% ou 70% da sua execução. Estabelecemos a prioridade de finalizar a obra até 30 de novembro'', diz Pessuti.
Segundo Pessuti, o Palácio Iguaçu foi deixado por ele com 99% das obras concluídas. ''O que faltou foi o ajardinamento interno e a pavimentação na rua em frente ao prédio, que só não foi realizada devido às chuvas frequentes de novembro e dezembro'', justifica ele. Em relação ao mobiliário, Pessuti afirma que a comissão de transição - formada no ano passado, depois que Beto Richa foi eleito - solicitou que a aquisição de móveis fosse deixada para o novo governo.
Para reinaugurar o Palácio Iguaçu, Pessuti organizou uma grande festa que aconteceu na virada do dia 18 para o dia 19 de dezembro do ano passado, para comemorar os 157 anos de emancipação política do Paraná, com direito a coquetel, queima de fogos e show coma dupla Chitãozinho e Xororó. Nos seus dez últimos dias à frente do governo do Paraná, Pessuti fez a mudança da governadoria do Palácio das Araucárias para o Iguaçu, de onde despachou e atendeu secretários, prefeitos e convidados, além de ter concedido lá sua última entrevista coletiva no cargo, no dia 31 de dezembro. (L.C)

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